- O cancro do estômago é um tipo de cancro particularmente frequente em Portugal. Na sua origem estão múltiplos factores, destacando-se os hábitos alimentares, factores hereditários e a infecção por Helicobacter pylori.
- Existem vários tipos de cancros de estômago, que se relacionam com os vários tipos de células que envolvem este órgão. O tipo mais frequente, com cerca de 95% dos casos, é o adenocarcinoma, ou cancro da mucosa gástrica, que se trata do revestimento interior do estômago. As outras formas, mais raras, incluem, entre outros, leiomiossarcomas (tumores do músculo liso) e linfomas.
- Os pólipos do estômago são uns tumores pouco frequentes, arredondados e não cancerosos que crescem para o interior da cavidade gástrica. Considera-se que são precursores do cancro e, portanto, devem ser extraídos. O cancro é particularmente frequente se existirem determinados tipos de pólipos, se estes tiverem mais de 2 cm ou quando há vários deles
- Mais de 75% dos cancros de estômago surgem em indivíduos com mais de 50 anos e são mais frequentes no sexo masculino. A nível mundial, este tipo de cancro é mais comum na Rússia, China, Japão, Chile e Costa Rica; a nível europeu, Portugal é dos países onde a taxa de mortalidade por cancro de estômago é maior.
- A partir das décadas de 40-50, tem vindo a verificar-se uma diminuição na incidência de cancro gástrico; pensa-se que este facto esteja relacionado com a melhor qualidade de vida, mais cuidados no tratamento dos alimentos e uma diminuição da infecção por Helicobacter pylori.
- Os sintomas do cancro de estômago podem ser confundido com o de uma úlcera gástrica, no entanto, após a realização de uma endoscopia, é possível distinguir uma úlcera benigna de uma cancerosa.
- Se o cancro não é detectado na fase inicial, podem ocorrer metástases, primeiro directamente para a parede do duodeno ou esófago, e depois para a cavidade peritoneal (membrana que reveste a cavidade abdominal), via sanguínea e linfática, daqui pode passar para qualquer órgão, especialmente no fígado e pulmão. Quando surgem situações de metastização o prognóstico é pior, pois o sucesso de cura é menor.
